Grande Área


Campeonato Espanhol


Barcelona 4 x 1 Levante

Data: 20/09/2015, domingo

Hora: 15h30 (Brasília)

Local: Camp Nou – Barcelona, Espanha

Árbitro: David Fernández Borbalán

Rodada: 4ª

Classificação das equipes após o jogo: Barcelona > 1º, 12 pontos | Levante > 19º, 2 pontos. 

 

Infográfico

 

 

Como foram os jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 19h27 [] [envie esta mensagem]






Liga dos Campeões da Europa


Manchester City 1 x 2 Juventus

Data: 15/09/2015, terça-feira

Hora: 15h45 (Brasília)

Local: Etihad Stadium - Manchester, Inglaterra

Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)

Rodada: 1ª

Classificação das equipes após o jogo (grupo D): Manchester City > 3º, sem pontos | Juventus > 2º, 3 pontos

A análise de desempenho dos jogadores e demais informações da partida estão nas imagens vinculadas.

 

Infográfico

 

 

Como foram os jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 21h20 [] [envie esta mensagem]






Campeonato Italiano


Internazionale 1 x 0 Milan

 Data: 13/09/2015, domingo

Hora: 15h45 (Brasília)

Local: Giuseppe Meazza - Milão, Itália

Árbitro: Gianluca Rocchi

Rodada: 3ª

 

Gol: Guarín (Inter, 57’)

Assistência: Santon (Inter, 57’)

Cartões amarelos: Inter > Juan (36’), Felipe Melo (63’) | Milan > Abate (21’), Honda (41’), Kucka (65’).

 

Classificação das equipes após o jogo: Internazionale > 1º, 9 pontos | Milan > 12º, 3 pontos

 

Desempenho dos jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 20h05 [] [envie esta mensagem]






Amistoso Internacional


Estados Unidos 1 x 4 Brasil

Data: 08/09/2015, terça-feira

Hora: 21h40 (Brasília)

Local: Gillette Stadium - Boston, Estados Unidos

Árbitro: Joel Aguilar (El Salvador)

Obs.: Lucas, do PSG, deu dois passes para gol.

 

 

A análise de desempenho dos jogadores e demais informações da partida estão nas imagens vinculadas.

 

Infográfico

 

Desempenho dos jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 00h03 [] [envie esta mensagem]






Campeonato Inglês


Swansea 2 x 1 Manchester United

Data: 30/08/2015, domingo

Hora: 12h (Brasília)

Local: Liberty Stadium - Swansea, País de Gales

Árbitro: Martin Atkinson

Público: 20.828

Classificação das equipes após o jogo: Swansea > 4º, 8 pontos | Manchester United > 5º, 7 pontos

A análise de desempenho dos jogadores e demais informações da partida estão nas imagens vinculadas.

 

Infográfico

 

Desempenho dos jogadores





 Escrito por Richard Dettenborn às 09h17 [] [envie esta mensagem]






Internacional


Os caminhos da classificação

Logo mais, às 22h desta quarta-feira (22), o Internacional encara o Tigres, fora de casa, pelo jogo de volta das semifinais da Libertadores. É o confronto mais importante da temporada para D’Alessandro e seus companheiros.

Na semana passada, em Porto Alegre, o Colorado começou bem, abriu 2 a 0, perdeu terreno, deixou o adversário descontar e, mesmo com um jogador a mais por 36 minutos, não conseguiu ampliar. Ficou a dúvida: será que o Tigres, com 11 jogadores, teria empatado ou, até mesmo, virado? Qual a verdadeira força do oponente mexicano?

Estas são questões a serem respondidas durante os 90 minutos do jogo de volta. De qualquer forma, o Inter, que começa o duelo classificado, tem plenas condições de neutralizar o ímpeto do Tigres e voltar ao Brasil pensando nas finais contra o River Plate. Vamos ao passo a passo para que isto ocorra.

 

Voltar ao esquema 4-2-3-1

Em Porto Alegre, era preciso marcar no campo de ataque e vencer a qualquer custo. Por isto, Diego Aguirre usou o 4-4-2, com Nilmar e Lisandro López na frente. Agora, o melhor é usar o 4-2-3-1 bem compacto, povoar o meio de campo, colocar os rápidos Valdívia e Sasha abertos nas meias e livrar D’Alessandro da incômoda tarefa de marcar e armar o time. O camisa 10 argentino jogaria como meia centralizado, atrás de Nilmar, encostando, ora em Valdívia, ora em Sasha.

Sasha e Valdívia – principalmente o primeiro – têm mais condições de ajudar na marcação ao meia Aquino, que infernizou o Colorado pelo lado esquerdo de ataque do time mexicano, na partida de ida. O outro meia do Tigres, Damm, também merece atenção, caso jogue – ele disputa posição com Guerrón.

 

Atenção total no início

É preciso jogar com inteligência nos primeiros 15 minutos a 20 minutos do primeiro tempo. Foi justamente isto que o Tigres não soube fazer no Beira-Rio. Aguirre deve montar o time marcando no campo de defesa e tentando valorizar os momentos com a bola. Como o calor deve ser forte, não vale a pena se desgastar em contra-ataques ou marcação adiantada nos momentos iniciais da partida. A bola parada, neste período, seria bem-vinda.

 

Mudanças na defesa

Tudo indica que a defesa seja escalada com William, Ernando, Juan e Geferson. A volta de Juan é um grande acréscimo para o setor. Desde a entrada dele no time, na quarta rodada, o Inter parou de tomar tantos gols na Libertadores.

O problema está nas laterais. Geferson voltou da Seleção irreconhecível, e William, foi presa fácil para Aquino no duelo de ida. A solução? Colocar Réver no miolo, ao lado de Juan, e improvisar Ernando na direita. Certamente, Aquino – ou qualquer atacante que jogue por ali – teria mais dificuldades de superar a marcação. Além disto, o Colorado teria mais condições de se precaver da bola aérea, que fez estrago no confronto da última quarta.

 

Dosar o desgaste

Mais uma vez, é uma questão de inteligência. Quem precisa correr atrás da vitória é o Tigres. Correr, literalmente. Suar a camisa, inverter as jogadas, marcar no campo de ataque. Então, se o calor anunciado se concretizar, quem mais tem a perder é o time mexicano. O melhor para o Inter é sair apenas em contra-ataques em que tiver superioridade numérica e deixar energias para reverter um eventual placar adverso.

 

Aránguiz

Por tudo o que já demonstrou no próprio Inter e na seleção do Chile, Aránguiz está devendo nesta Libertadores. Caso jogue o que sabe, pode ser o fator de desequilíbrio da partida, já que o chileno tem dupla função na equipe: marcar na frente dos zagueiros e aparecer na frente para concluir as jogadas de ataque. Dificilmente os adversários estão vacinados contra este tipo de ação de um volante. Resta saber se ele terá fôlego para a tarefa.

Quem também pode render mais, em comparação com o que já fizeram em 2015, são Eduardo Sasha, Nilmar e Geferson. A hora é esta.



 Escrito por Richard Dettenborn às 21h05 [] [envie esta mensagem]






Internacional


O dever de casa em noite de “coisas feias”

Parecia que a noite desta quarta-feira (15) seria antológica no Beira-Rio lotado. A julgar pelos primeiros 15 minutos avassaladores do Internacional contra um Tigres que mais se assemelhava a um gatinho, o Colorado deixaria o campo com uma goleada fácil e a classificação encaminhada. Engano.

O felino cresceu, mostrou as garras e, aos 23 minutos, já havia amenizado o prejuízo no placar de 2 a 0 para 2 a 1. A partir de então, o jogo foi mais equilibrado e, nos raros momentos de perigo que se seguiram, era o Tigres que aparecia na frente de Alisson. A propósito, que Libertadores vem fazendo o goleiro do Inter, o único do elenco a jogar todos os minutos de todos as partidas da competição sul-americana, e em alto nível.

À medida que o futebol serelepe de Nilmar caía vertiginosamente depois dos 15 minutos iniciais de blitz, o francês Gignac foi subindo de produção. Enquanto Aránguiz não era nem sombra do polivalente meio-campista da seleção do Chile – e de outros tempos no próprio Inter –, Aquino infernizava o lado direito defensivo colorado, deixando William atordoado.

Diego Aguirre, suspenso por três partidas (só volta no segundo jogo de eventual decisão do título), fez falta no banco de reservas e no vestiário. Seu substituto, Enrique Carreras, mal fala português. A ausência do lesionado Juan, que consertou a zaga ao assumir a titularidade na quarta rodada da fase de grupos, deixou a zaga vulnerável, perdida em certos momentos.

Mas também há o que se valorizar. A própria vitória já é um grande resultado. Não importa se aqueles lampejos iniciais eram apenas ilusão. Não importa que o adversário tivesse jogado com um a menos por mais de 35 minutos. Não importa que o placar tenha sido apertado. Vitória é vitória. Do outro lado estava um time que fez, recentemente, investimento pesado em reforços e que vem em grande campanha na Libertadores.

 

Valdívia e D’Alessandro

Outro aspecto a ser valorizado são as atuações de jogadores colorados de muita importância: Valdívia e D’Alessandro. O jovem voltou a marcar gol depois de dois jogos em branco contra o Santa Fe. Foi o melhor do time na avaliação lance a lance da Grande Área.

Já o veterano camisa 10, dono da equipe há anos, está melhorando justamente na hora da verdade. Teve atuação de destaque no segundo confronto contra o Santa Fe e foi muito bem diante do Tigres, apesar de ter sido sobrecarregado com a tarefa de conter Aquino pelo seu setor do gramado.

Menção honrosa para Rodrigo Dourado, que vem mantendo uma regularidade de bons desempenhos e foi bem melhor do que Aránguiz na noite desta quarta-feira.

 

Coisas feias

O mar vermelho acompanhando a chegada do time no Beira-Rio, ingressos esgotados muitos dias antes do jogo, recorde de público após a reforma do estádio, a casa colorada impecável. Elementos dignos de elogio.

No entanto, algumas coisas macularam a noite da vitória colorada. A rude recepção a Rafael Sobis é um atentado à memória do clube. Sobis ajudou o Inter a conquistar duas Libertadores. Graças a ele e seus companheiros da época, o Colorado tornou-se, de fato, Internacional. Na Espanha e na Inglaterra, ex-ídolos, mesmo atuando pelo oponente, desde que não seja um rival da cidade, costumam ser aplaudidos.

Tudo bem que a torcida vermelha não estivesse animada para comportamentos europeus, mas vaiar maciçamente já é exagero. Ofender o jogador com palavras de baixíssimo calão após ele ter sido substituído, então, é cuspir nas próprias conquistas. Sobis foi feliz no autocontrole e na resposta: “Que feio”.

Também houve uma discussão na fila do banheiro, no intervalo, que originou briga entre torcedores na arquibancada, mostrada pela televisão. Dois homens foram detidos pela Brigada Militar e liberados logo após fazerem um acordo no Juizado do Torcedor localizado no estádio. Nada muito sério, mas também ficou feio.

O último episódio não foi feio, pois feio é pouco. Foi horrível mesmo. Uma funcionária que trabalhou como orientadora do público afirma que, após uma discussão com um colorado, ouviu insultos como "suas negrinhas, vocês não deveriam estar aqui, não poderiam respirar o mesmo ar que eu respiro. Vocês estão em um patamar longe do meu". Há testemunhas do ocorrido. Um inquérito policial foi requisitado pelo juiz plantonista no Beira-Rio.

Este último episódio também depõe contra a história do Inter. Neste caso, vai de encontro aos preceitos de inclusão e respeito que há décadas ajudaram a criar o conceito de Clube do Povo.

Os três fatos censuráveis mencionados apontam para uma direção: a educação de uma parcela (pequena) da torcida colorada ficou em casa nesta semifinal de Libertadores.

 

Infográfico


 

Como foram os jogadores

 

 



 Escrito por Richard Dettenborn às 21h19 [] [envie esta mensagem]






Libertadores


O desempenho do Inter até as quartas

Depois de uma longa parada, a Libertadores entra na fase semifinal. Nesta terça (14), jogam River Plate e Guaraní (PAR), em Buenos Aires. Os argentinos são favoritos, não pelo que apresentaram nesta edição da competição sul-americana, mas pelo peso da camisa em relação ao adversário.

O Internacional, bicampeão da Libertadores e campeão mundial, também é favorito sobre os mexicanos do Tigres. O Colorado joga a primeira partida em casa e vendeu todos os ingressos com muitos dias de antecipação. É fundamental vencer o confronto desta quarta-feira (15), de preferência, sem sofrer gols.

Até chegar às semifinais, o time de Diego Aguirre foi se ajustando e se consolidando. A quinta rodada da fase de grupos foi um divisor de águas na campanha. Nos quatro jogos anteriores, o Inter sempre tomava gol – foram sete. Dificilmente uma defesa tão vazada levanta a taça no fim do campeonato. Era preciso mudar alguma coisa.

Para enfrentar o Universidad de Chile, saíram o lateral-direito Léo, o esquerdo, Fabrício, o volante Nilton e o meia Vitinho. Anderson e Nico Freitas deixaram de ser opções para o transcorrer das partidas.

Trocar tantas peças ao mesmo tempo, por motivos que iam de lesão a ataque histérico, poderia ter sido fatal para o clube gaúcho, ainda mais para uma partida decisiva, fora de casa, contra um adversário tradicional na Libertadores.

Deu certo. Tão certo que o Inter goleou o Universidad de Chile por 4 a 0 – sua melhor apresentação no torneio – e voltou do exterior com os ouros da casa e o treinador valorizados. Por ouros da casa entenda-se Valdívia, Rodrigo Dourado e Geferson. O último entrou no lugar de Fabrício e até foi convocado para a Seleção Brasileira. Juan também fez a diferença positiva ao entrar na defesa titular, na quarta rodada da fase de grupos.

 

Artilharia e assistências

Os artilheiros colorados na Libertadores são Valdívia (4 gols), Nilmar e D’Alessandro (3). Valdívia estreou e marcou nos seus 4 primeiros jogos. Passou em branco nos 2 últimos, contra o Santa Fe.

Os garçons do time são Eduardo Sasha (3 assistências), D’Alessandro e Nilmar (2). Duas das assistências de Sasha foram nos 4 a 0 contra o Universidad de Chile.

 

Cartões

Réver, Alan Costa, Fabrício, Aránguiz, Valdívia e Lisandro López levaram dois amarelos cada um. Nilmar foi o único a ser expulso no torneio – levou o vermelho direto na estreia contra o The Strongest e, depois disto, não viu sequer um amarelo.

 

Notas e tempo em campo

 

Valdívia e Juan

Nas imagens a seguir, o desempenho jogo a jogo do melhor jogador do time e do melhor defensor. Repare que a curva de notas de Valdívia, se isolarmos as maiores colunas (jogos em casa) e depois as menores (partidas fora), está em queda. 

Por outro lado, Juan está em curva ascendente. Teve avalições 7,2, 7,5 e 8,6 nos últimos três jogos no Beira-Rio. E levou 5,6 e 6,0 nos dois últimos confrontos fora.





 Escrito por Richard Dettenborn às 21h57 [] [envie esta mensagem]






Copa América


Em noite de Alemanha, Argentina massacra o Paraguai

A Argentina massacrou o Paraguai e passou facilmente para a final da Copa América, que será contra os donos da casa, o Chile, no próximo sábado à tarde, às 17h. Nas imagens abaixo, estão os principais fatos da partida e a avaliação de desempenho dos jogadores.

Messi não fez gol, mas deu duas assistências e participou dos outros quatro gols. Di Maria, com duas bolas na rede e mais uma assistência, foi o melhor em campo. Couberam à defesa paraguaia, toda atrapalhada, bem como ao atordoado volante Cáceres, as piores notas do confronto.

A Copa América terá uma finalíssima colocando frente a frente as duas melhores seleções do torneio. O Chile, por sua mecânica de jogo e intensidade durante 90 minutos, e a Argentina pela qualidade inquestionável de seus jogadores, sobretudo, do meio para frente.


Infográfico


 

Como foram os jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 22h59 [] [envie esta mensagem]






Copa América


Chile está na final da Copa América

O Chile passou pelo Peru, por 2 a 1, na noite desta segunda-feira (29), e está na final da Copa América que está sendo disputada na sua casa. Nas imagens abaixo, estão o infográfico com os principais fatos da partida e a avaliação de desempenho dos jogadores.

Mais uma vez, os chilenos tiveram supremacia sobre o adversário, criaram várias chances, foram envolventes e vão comprovando, jogo a jogo, que têm o melhor conjunto desta Copa América.


Infográfico


 

 

Como foram os jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 23h08 [] [envie esta mensagem]






Seleção Brasileira


Somente com muita sorte

A Seleção Brasileira já esteve em maus bocados antes. Em 1990, a equipe de Sebastião Lazaroni foi eliminada pela Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo da Itália. O Brasil era um time que não tinha convencido na primeira fase, porém, diante dos argentinos, a seleção verde e amarela foi para cima dos hermanos, alugou o campo de ataque, colocou bola na trave e perdeu gols imperdíveis. A Argentina só conseguiu o gol que definiu o confronto em um contra-ataque puxado com maestria por Maradona e definido por Caniggia.

Mesmo sendo eliminados por um oponente de peso, que tinha simplesmente um dos maiores craques da história, a imprensa e o povo brasileiro acharam que estava tudo errado com nossa Seleção. Lazaroni foi expurgado do futebol brasileiro, e a CBF chamou Falcão para comandar uma espécie de peneira no futebol nacional.

Em sua passagem rápida pelo comando do Brasil, Falcão chamou jogadores de vários times do país e testou esquemas. É claro que muitos atletas não deram certo, no entanto, outros foram campeões mundiais, nos Estados Unidos, em 1994. Ou seja, aquele trabalho de Falcão teve impacto positivo na reestruturação do selecionado nacional.

Agora, estamos próximos do fundo do poço novamente. E por que aquela fórmula de 1990 não pode mais ser repetida? Porque agora os amistosos da CBF estão nas mãos de empresas multinacionais cujo interesse principal não é nada esportivo. Elas querem lucro. Por contrato, é proibido convocar jogadores desconhecidos. Dunga precisa levar sempre para os amistosos os atletas reconhecidos internacionalmente, e isto leva a uma outra questão.

Neymar é, disparadamente, o melhor jogador do time e o que tem mais valor de marketing para a empresa que promove os amistosos. Por mais que ele contrarie o técnico, mande o árbitro para aquele lugar, se apresente com atraso na concentração, e por aí afora, será sempre convocado. Em uma eventual queda de braço com o treinador, perderá o treinador.

Na semana passada, em entrevista coletiva, Taffarel contou que mais de um integrante da delegação brasileira tentou acalmar Neymar e tirá-lo do túnel de acesso ao campo, antes que ele ofendesse o árbitro de Brasil e Colômbia. O craque do Barcelona foi irredutível, e ninguém conseguiu tirá-lo de lá. Tanto Neymar, quanto a Seleção Brasileira, pagaram um preço alto pela irresponsabilidade na Copa América, e você pode apostar que, para a CBF, ficará por isto mesmo.

Sem a mínima possibilidade de renovação e tendo um dono do time, dificilmente a Seleção Brasileira deixará o fundo do poço. Resta torcer para que, nos próximos dois, três anos, apareçam craques de quilate suficiente para atrair a atenção e as ofertas de grandes clubes do futebol mundial, e para que estes novos craques sejam titulares destes clubes. Se continuarmos apostando em atletas que jogam na Ucrânia, Rússia, Catar, China (!), Estados Unidos, continuaremos enfrentando o Paraguai como se do outro lado estivesse a Alemanha. Haja sorte.



 Escrito por Richard Dettenborn às 18h57 [] [envie esta mensagem]






Copa América


Nos pênaltis, Brasil deixa a Copa América

O Paraguai eliminou o Brasil nos pênaltis, após 1 a 1 nos 90 minutos, e está na semifinal da Copa América, contra a Argentina. Nas imagens abaixo, estão o infográfico com os principais fatos da partida e a avaliação de desempenho dos jogadores.

O Brasil teve uma atuação mediana no primeiro tempo e saiu para o intervalo com 1 a 0 a favor, gol criado em uma das poucas jogadas incisivas da Seleção na partida. No segundo tempo, mais uma vez, o zagueiro Thiago Silva colocou a mão na bola dentro da área, de maneira amadora, e o Paraguai empatou na cobrança de pênalti de González.

Infográfico


 

Como foram os jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 20h53 [] [envie esta mensagem]






Copa América


Nos pênaltis, Argentina elimina a Colômbia

A Argentina eliminou a Colômbia nos pênaltis, após 0 a 0 nos 90 minutos, e está na semifinal da Copa América. Nas imagens abaixo, estão o infográfico com os principais fatos da partida e a avaliação de desempenho dos jogadores.

A Argentina teve muito mais volume de jogo, mas precisou passar por emoções fortes nas penalidades. O goleiro colombiano Ospina, do Arsenal, garantiu o placar em branco no tempo regulamentar e foi o grande destaque do confronto, no entanto, não conseguiu se destacar nos pênaltis.

Agora, Messi e companhia aguardam pelo vencedor de Brasil x Paraguai, neste sábado (27), para a semifinal.

Infográfico


 

Como foram os jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 23h26 [] [envie esta mensagem]






Copa América


Chile passa pelo Uruguai destemperado

A estratégia extremamente defensiva do Uruguai contra o Chile, dono da casa e do melhor futebol coletivo desta Copa América, vinha dando certo até os 35 min do segundo tempo, quando Muslera rebateu cruzamento nos pés de Valdívia, que tocou para o lateral direito Isla (o melhor em campo) chutar e fazer o gol que definiu o confronto.

A esta altura, os uruguaios já estavam com um jogador a menos. Cavani foi provocado pelo zagueiro Jara e revidou com um tranco. O chileno encenou, jogou-se ao chão e cavou o segundo cartão amarelo – e consequente vermelho –, para o atacante da Celeste, que ofendeu até a quinta geração do árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci antes de ir para o chuveiro.

O que não faltaram na partida foram provocações, empurra-empurra, ofensas e jogadas ríspidas. O Uruguai, sem a posse de bola e massacrado no campo de defesa, foi quem mais bateu, mas o Chile não ficou muito atrás, e ainda foi malandro, ao provocar sem ser notado e valorizar cada entrada brusca do oponente.

Alexis Sánchez deu uma de ator, aos 43 min do segundo tempo, e conseguiu o segundo cartão amarelo do lateral esquerdo Fucile, que entrou com força excessiva para roubar a bola do chileno. E lá se foram mais alguns minutos de muita confusão. O jovem zagueiro Giménez, o volante Álvaro González e o lateral direito Máxi Pereira, todos uruguaios, pareciam lunáticos cercando o auxiliar brasileiro que marcou a falta em Sánchez. O técnico Óscar Tabárez invadiu o campo e foi expulso. Cenas típicas de Libertadores.

Com dois a menos, um time com pouquíssima vocação ofensiva e menos de 7 min para o apito final, só um milagre faria a Celeste empatar. Não era noite de milagres.

Infográfico da partida


 

Avaliação dos jogadores




 Escrito por Richard Dettenborn às 23h49 [] [envie esta mensagem]






Seleção Brasileira


A experiência de Fred e Douglas Costa

Dunga convocou Fred e Douglas Costa, do Shakhtar Donetsk, para ter um time mais experiente na Copa América.

Experiente em derrotas retumbantes, afinal, os dois meio-campistas levaram 7 a 0 dos alemães do Bayern de Munique, em março deste ano, pela Liga dos Campeões da Europa.

O treinador da Seleção também fez de tudo para levar à Copa América outro atleta do Shakhtar, Luiz Adriano, mas preferiu Firmino, que levou "apenas" seis do Bayern em dois jogos do último campeonato alemão, pelo Hoffenheim.

Nada como ter uma equipe acostumada às grandes derrotas.



 Escrito por Richard Dettenborn às 10h38 [] [envie esta mensagem]






Copa América


Brasil faz o suficiente para superar a Venezuela

Para superar a fraca seleção venezuelana não é preciso muita inspiração ou talento, basta ter o mínimo de organização e vontade de vencer. E foi o que o Brasil se limitou a fazer, na noite deste domingo (21), para derrotar a Venezuela por 2 a 1 e se classificar em primeiro lugar do grupo. O adversário das quartas de final será o Paraguai que, ao lado da Bolívia, é a equipe mais fraca desta próxima fase.

O primeiro tempo foi de dominação brasileira, que teve 57% de posse de bola e nove finalizações a gol, contra três da Venezuela. Também houve um pênalti não marcado em Philippe Coutinho, quando já estava 1 a 0 para o Brasil, gol anotado por Thiago Silva, após cobrança de escanteio de Robinho.

O santista foi escolhido para substituir Neymar, e não decepcionou. Robinho foi, ao lado de Thiago Silva e Willian, um dos destaques do confronto, com muita movimentação dos dois lados do campo e poucos erros. Por outro lado, Philippe Coutinho não foi um bom substituto para Fred. O meia do Liverpool ainda não jogou na Seleção nem metade do que fez na última temporada por seu clube. Parece pouco à vontade, apesar de estar atuando em uma área do campo que conhece: a meia esquerda.

Embora tenha ficado longe de ser brilhante, o Brasil tentou ser um time, e não apenas produzir para apenas um jogador, como fazia quando Neymar estava em campo. Trocou passes, inverteu as jogadas, foi solidário na defesa e só foi dar chances para o adversário quando já estava 2 a 0 – gol de Firmino, após grande jogada de Willian pela esquerda.

O ímpeto venezuelano foi crescendo à medida que o tempo passava, afinal, só o empate ou a vitória classificaria o time de Noel Sanvicente. Com isto, o jogo ganhou em movimentação depois dos 20 min da etapa final. Dunga colocou David Luiz no lugar de Firmino e Diego Tardelli na vaga de Philippe Coutinho. David substituiu um atacante e entrou como volante, reforçando o meio de campo e certeza de que o técnico brasileiro estava muito satisfeito com o 2 a 0.

A terceira alteração (Marquinhos no lugar de Robinho) recuou de vez o Brasil e desorganizou o time. Resultado: a seleção pentacampeã mundial levou um gol, aos 39 min, marcado por Fedor, e quase cedeu o empate antes do apito final. No fim das contas, a produção brasileira foi suficiente para superar um oponente inexpressivo e passar para as quartas de final.


Melhores e piores

 

Os destaques positivos da partida foram Willian (nota 7,9), Robinho (7,8), Daniel Alves (7,6), Thiago Silva e Miranda (ambos com 7,4). A Venezuela, como acordou tarde de sua postura submissa, ficou os piores em campo: Rondón (nota 4,8), Vizcarrondo, Túñez e Cichero (todos com 5,2).


Ficha do jogo




 Escrito por Richard Dettenborn às 21h39 [] [envie esta mensagem]






Escândalos no futebol


Quando o rei virou bobo da corte

As últimas semanas foram de comemoração para quem quer um futebol com menos tramoias, corrupção, negócios escusos e resultados de cartas marcadas, ambiente viciado, no qual poucos ganham fortunas e multidões de futebolistas sobrevivem com salários mínimos.

O FBI colocou atrás das grades nomes de peso que comandam e enriquecem com este esporte no mundo todo, incluindo o ladrão brasileiro de medalhas, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E a polícia federal norte-americana está em busca de mais gente.

Pouco depois do encarceramento dos cartolas pilantras, Pelé, o rei do futebol, disse o seguinte à BBC Brasil: “Minha opinião é a de um jogador. Eu quero ver o futebol unindo as pessoas, parando guerras. É isso o que o futebol faz. O que a corrupção faz, isso não é problema meu”.

O rei do futebol – pelo que fez em campo –, não passa de um bobo da corte fora dos gramados. E tem sido assim há anos. Em alguns casos, a culpa pelas bobagens expostas ao grande público nem é dele, e sim da imprensa, que vai buscar sua opinião para os mais variados temas, até mesmo sobre política e economia.

Ora, se Pelé, desde sua aposentadoria, nunca acrescentou nada ao esporte que fez dele uma celebridade milionária, nunca transmitiu o que sabe em uma escolinha (foi abrir uma apenas em 2006, mas só empresta seu nome ao negócio), em um time, nem mesmo ensinou um filho a jogar, vai acrescentar o que opinando sobre economia e política? Ainda mais um sujeito que diz que corrupção não é problema seu.

Ao contrário, Pelé só participa do mundo da bola por dinheiro. Tem laços estreitos com Joseph Blatter e apoiou sua reeleição para a presidência da FIFA. Além disso, o ex-craque é patrocinado por multinacionais poderosas que também bancam a entidade máxima do futebol. Pelé é o garoto-propaganda do status quo, de quem está no poder.

Ele até adota o discurso pelas crianças, mas quem leva a sério alguém que defende esta causa da boca para fora e luta na justiça para negar paternidade de filhos legítimos?

O rei não sai muito de seu castelo. Só dá expediente em projetos sociais se for um compromisso de patrocínio; não defende o interesse daqueles atletas que recebem misérias por alguns meses e passam boa parte do ano sem jogar; não apoiou a causa do movimento Bom Senso, pelo contrário, apostou logo em seu fracasso.

Quando Pelé diz que a corrupção no futebol não é problema seu, deixa uma dúvida no ar: então, para ele, seria solução? Esta tentativa de afastamento imediato do rei daquilo que é lesivo lembra alguns governantes brasileiros que, apesar de tomarem café da manhã, sentarem à mesma mesa de trabalho e jantarem com corruptos presos, nunca sabem de nada, nunca viram nada e têm raiva de quem viu.



 Escrito por Richard Dettenborn às 13h08 [] [envie esta mensagem]






Copa América


Cai invencibilidade de Dunga

A derrota por 1 a 0 para a Colômbia, na noite desta quarta-feira (17), tirou a invencibilidade de Dunga nesta segunda passagem dele no comando da Seleção Brasileira. Foram 11 jogos sem perder. O Brasil não jogou bem, Neymar esteve em noite irreconhecível, Firmino perdeu um gol daqueles imperdíveis, Elias não foi visto em campo, mas os colombianos também não foram lá estas coisas.

Alguém viu Falcao García fazer algo de útil? Téo Gutiérrez também não levou vantagem sobre a zaga brasileira, que ganhou mais seriedade e segurança com a entrada de Thiago Silva no lugar de David Luiz. E James Rodríguez, certamente, joga mais do que mostrou.

Por outro lado, o volante Carlos Sánchez, com seus oito desarmes e marcação impecável sobre Neymar ajudou demais a Colômbia a chegar à sua terceira vitória contra o Brasil na história. Cuadrado fechou o lado direito, impediu as investidas de Filipe Luís e arranjou espaço para chutar três vezes a gol. Só foi parado com faltas; foram seis. E Dunga ainda culpou a arbitragem pela derrota...

Os quatro defensores colombianos também ajudaram muito na vitória. O autor do gol, Murillo, acertou cinco lançamentos e finalizou outras duas vezes contra a meta de Jefferson (para fora). Os laterais Zúñiga e Armero ficaram mais preocupados com a defesa, e fizeram seu trabalho com competência. Completando o setor, o zagueiro Zapata posicionou-se bem, cortou bolas pelo alto e falhou apenas no lance em que Daniel Alves achou Neymar dentro da área para cabecear sobre Ospina.

Após a vitória sobre o Peru, falou-se muito na dependência do time em Neymar. Na derrota para a Colômbia, o Brasil, mais uma vez, deixou o ex-santista tentar resolver a partida sozinho. Parecia até que os companheiros estavam testando Neymar: “Ah, você joga mais do que todos nós juntos? Então vai lá e ganha deles sozinho”. O dono da camisa dez da Seleção cruzou apenas uma vez, não desarmou, finalizou duas vezes (uma delas para fora), errou nove passes, cometeu quatro faltas e perdeu a posse de bola do time dez vezes.

Ao invés de melhorar quando Dunga resolveu colocar o time para frente, Neymar foi caindo ainda mais de produção. Isto definiu sua escolha como pior em campo na noite desta quarta-feira. Estava difícil fazer esta escolha, já que Elias, Fred e Firmino estiveram em péssima jornada.

O craque do confronto foi o volante Carlos Sánchez, como você pode ver no infográfico abaixo.

 

Ficha do jogo




 Escrito por Richard Dettenborn às 00h21 [] [envie esta mensagem]






Decisão da Liga


Barcelona x Juventus: tática, números e curiosidades

Hoje, às 15h45, acontece a final da Liga dos Campeões da Europa, entre Barcelona e Juventus. O palco será o mesmo da decisão da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006: o estádio Olímpico de Berlim, com capacidade para 74,4 mil pessoas. Globo, Band e ESPN Brasil transmitem ao vivo.

Na imagem abaixo, as escalações e formações táticas das duas equipes.

 

Números e curiosidades

O campeão da Liga poderá comemorar mais do que o principal troféu de clubes da Europa: terá conquistado a tríplice coroa, já que, tanto o Barça quanto a Juve, venceram todos os torneios na temporada em seus respectivos países.

O Barcelona ganhou a UEFA Champions League quatro vezes - 1992, 2006, 2009 e 2011. A Juventus tem dois títulos, em 1985 e 1996.

Para o técnico do Barcelona, a Juventus tem um sistema defensivo que não dá espaços aos adversários e espera o momento de o rival errar para construir sua vitória. “Nosso estilo de jogo não se encaixa com esse perfil. Vamos precisar de muita paciência e prudência para não colocarmos tudo a perder”, avisou Luis Enrique.

O técnico da Juventus não quer o time apenas na defesa. “Não vamos esperar pelo Barcelona, pois seria suicídio. Também temos talento para ganhar”, declarou Massimiliano Allegri.

A arbitragem será do turco Cüneyt Çakir, auxiliado pelos compatriotas Huseyin Goçek e Baris Simsek.

Apenas um desfalque no confronto. O zagueiro Chiellini foi diagnosticado com lesão na panturrilha esquerda e dará lugar a Barzagli ou Ogbonna. Barzagli seria a opção natural, mas está voltando de lesão. Com Chiellini jogando, a Velha Senhora somou nada menos que 71,1% dos pontos que disputou nesta temporada. O aproveitamento cai para 46,5% sem ele.

O aproveitamento da Juventus em finais da Liga dos Campeões é desalentador. Das sete decisões das quais participou, o time italiano venceu somente duas. A Juve perdeu as três últimas finais da UEFA Champions League disputadas por ela, em 1997, 1998 e 2003.

O Barcelona, além dos quatro títulos, foi vice-campeão em 1961, 1986 e 1994. Faturou as últimas três finais da Liga disputadas, em 2006, 2009 e 2011.

A receita do clube da Catalunha em 2014 foi de R$ 1,7 bilhão. A Juventus teve receita de R$ 975 milhões no mesmo período. Os dados são da Deloitte.

Grande Área Até abril, o FC Barcelona já investiu R$ 25,8 milhões em salários. A Juventus pagou R$ 15,6 milhões.

O Barcelona tem 84 milhões de seguidores no Facebook, contra 15,1 milhões da Juventus. No Twitter, os espanhóis vencem por 18 milhões a 1,9 milhão.

Antigos desafetos, os argentinos Messi e Tévez se encontram pela segunda vez em uma final de Liga dos Campeões. Em 2009, o Barça levou a melhor sobre o Manchester United de Tévez, que começou no banco, e Cristiano Ronaldo.

Na Liga dos Campeões desta temporada, Messi e Tévez têm números relativamente próximos. Ambos atuaram nos 12 jogos até aqui (1.066 minutos para Tévez e 1.057 para Leo Messi). O camisa 10 do Barcelona tem mais gols (10 a 7) e assistências (5 a 2).

Já na história da principal competição de clubes do planeta, não tem nem graça comparar. Apesar de Messi ser mais novo do que Tévez (27 anos de idade, contra 31), o craque do Barcelona estreou mais cedo na Liga. Foi em 2004. Já Tévez foi atuar pela primeira vez somente em 2007. Messi tem 98 partidas disputadas, 77 gols e três taças levantadas. Carlitos entrou em campo 45 vezes, anotou 13 gols e conquistou um título.



 Escrito por Richard Dettenborn às 13h53 [] [envie esta mensagem]






Análise de Desempenho


Cruzeiro bloqueia o River e acha um gol

Mais uma partida envolvendo clube brasileiro na Libertadores tem gol nos minutos finais. Foi assim entre River Plate e Cruzeiro, na noite desta quinta-feira (21), pela rodada de ida das quartas de finais. A Raposa sai da Argentina com um grande resultado e pode empatar em casa, no duelo de volta, para chegar às semifinais.

No infográfico, a avaliação dos jogadores e as informações básicas do jogo. Bruno Rodrigo foi soberano na defesa. Por outro lado, De Arrascaeta praticamente não foi visto no Monumental de Nuñez. O gol foi anotado por Marquinhos, pegando a sobra após Damião ganhar a disputa de cabeça e Gabriel Xavier finalizar para rebote do goleiro.




 Escrito por Richard Dettenborn às 00h17 [] [envie esta mensagem]






Análise de Desempenho


Zaga falha na jogada pelo alto, e Inter perde na Colômbia

 

A partida entre Santa Fe e Internacional, em Bogotá (COL), pela rodada de ida das quartas de finais da Libertadores, reservou as emoções para o segundo tempo, e gol, para os 47min, quando o clube gaúcho já tinha colocado até o roupeiro para se defender.

Ironicamente, quem errou feio na bola parada defensiva foi justamente um zagueiro. Juan, que vinha fazendo uma boa partida, deixou Mosquera saltar livre para anotar o 1 x 0 final, após cobrança de escanteio do bom meia Omar Pérez. Alan Costa também errou no lance, ao cabecear em falso.

Mais uma vez na Libertadores 2015, o time de Diego Aguirre teve números bem inferiores ao adversário, a ponto do próprio presidente do clube admitir que a equipe não foi bem. "Jogamos pouco", resumiu Vitorio Piffero, na entrevista pós-jogo. Ele chegou a dizer que os jogadores se pouparam, em função da altitude de 2.600 metros de Bogotá. Veja as avaliações na imagem abaixo.

 



 Escrito por Richard Dettenborn às 02h29 [] [envie esta mensagem]






Análise de Desempenho


Barcelona conquista o Espanhol

No infográfico abaixo, a disposição tática, principais informações e as avaliações dos jogadores que disputaram a partida entre Atlético de Madrid e Barcelona, em Madrid, pela penúltima rodada do Campeonato Espanhol.

O time de Messi e companhia dominou completamente a partida e, com os três pontos, sagrou-se campeão espanhol por antecipação. Ainda nesta temporada, pode faturar a Copa do Rei e a Liga dos Campeões da Europa, chegando à tríplice coroa.




 Escrito por Richard Dettenborn às 16h29 [] [envie esta mensagem]






Inter na Libertadores


Nem gênio, nem burro

Não estou entre esta quase unanimidade que considera Diego Aguirre um estrangeiro fora de série que veio revolucionar nosso futebol, que sabe gerir o grupo, alternar esquemas sem perder qualidade, extrair o melhor de cada jogador e outras tantas virtudes. Para usar a linguagem da torcida, não é nenhum burro, longe disto. Mas também não é gênio – pelo menos, não por enquanto.

E se o Inter tivesse sido eliminado pelo Atlético Mineiro na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre? Será que a imprensa, torcedores e dirigentes estariam enaltecendo o trabalho sensacional de Diego Aguirre, mesmo com estatísticas tão desfavoráveis? O fato é que o Colorado jogou pouca bola contra o Galo nos dois confrontos e os números mostram isto – veja nos próximos parágrafos.

Quando o goleiro é frequentemente o destaque das partidas, caso de Alisson, é porque o time tem um grande treinador... de goleiros. Em situações assim, de constante risco de tomar gols, o mesmo conceito não se pode ter do técnico principal. Armar bem a equipe defensivamente é uma coisa; deixar o adversário finalizar com frequência e perigo é outra bem distinta.

Diego Aguirre não é burro – longe disto – mas também não é este gênio todo que estão pintando. O Inter é um time compacto, bem posicionado defensivamente, tem algumas jogadas ensaiadas, tanto de bola parada, quanto em movimentação, e os jogadores se mostram comprometidos dentro de campo, com aquela garra típica do sul da América do Sul.

Mesmo assim, o Colorado deixa os adversários criarem muitas situações de gol e chegarem na frente de Alisson em número de vezes acima do razoável. O Atlético Mineiro, nos dois confrontos, massacrou em números importantes, como posse de bola e finalizações. Posse de bola sem sinalização não significa nada, porém, quando esses dois números são altos a favor de um time é porque algo de errado acontece no adversário. E também, claro, porque algo de bom acontecia com a equipe de Levir Culpi.

E não foi só isso. Nessa quarta-feira (13), o Galo alugou o campo defensivo do Internacional como se fosse o MST em dia de fúria – veja na imagem. Também teve vantagem nos seguintes dados: posse de bola (62% a 38%), finalizações (19 a 6), passes certos (90% a 80%), lançamentos certos (47% a 33%), passes trocados (397 a 145), desarmes (15 a 12), escanteios (7 a 2).

Acontece que em uma estatística essencial, o Inter foi bem melhor: gols (3 a 1). Reflexo do bom desempenho na pontaria (67%, contra apenas 35% dos mineiros). Luan e Jemerson, por exemplo, jogaram na arquibancada gols imperdíveis.

No 1º jogo das oitavas, o Atlético já havia sido superior nos seguintes números: posse de bola (64% a 36%), finalizações (18 a 5), passes (395 a 180), passes certos (90% a 84%), escanteios (5 a 2). E o Inter fora bem superior na pontaria (80% dos chutes no alvo, contra 44%).

 

Revoltas e camisas

Voltando a Aguirre. Outra situação complicada para ele é a instabilidade que ele mesmo cria em atitudes como a substituição atípica de Jorge Henrique, que saiu enfurecido, chutando tudo que tinha pela frente, após entrar no lugar do lesionado Sasha, ficar somente 23 minutos em campo e ser substituído por Nico Freitas. Como dizia Ibsen Pinheiro, “mexe bem quem escala mal”. E o que dizer de quem mexeu mal e teve que sacrificar outra substituição?

Nos momentos de vitórias, é mais fácil colocar panos quentes em revoltas como a de Jorge Henrique. Quando o time não vencer, vai ser difícil controlar o grupo, e novos Fabrícios podem aparecer.

Notícia positiva para Aguirre e companhia: a noite de quarta-feira deixou camisas pesadas do continente pelo caminho. E hoje, Boca ou River também vão abandonar a Libertadores. Outro alento é que o Internacional dificilmente repetirá números tão pífios daqui para frente, principalmente pelo chaveamento fácil que tem até a final.

Os próximos meses dirão se Aguirre é mesmo gênio ou apenas surfa no talento individual de alguns jogadores do seu grupo e na incompetência adversária para transformar domínio em gols.



 Escrito por Richard Dettenborn às 11h51 [] [envie esta mensagem]






Inter na Libertadores


Quem já fez o que o Atlético-MG precisa fazer

O Inter deixou o estádio Independência, na noite dessa quarta-feira (6) com um excelente resultado diante do Atlético Mineiro. O 2 a 1 que aparecia no placar até os 49min do segundo tempo seria muito melhor, mas quem não ficaria contente com um 2 a 2 fora de casa, em uma competição em que o gol no campo do adversário tem valor dobrado em caso de empate nos pontos e no saldo?

Aos mineiros, resta buscar um empate por três ou mais gols, ou vencer por qualquer placar a partida de volta. Se empatar em 2 a 2, leva a decisão para os pênaltis. É complicado? Vamos ver quem já fez isto com o Internacional em jogos oficiais, este ano, no Beira-Rio. Vamos, portanto, excluir a vitória do Shakhtar Donetsk por 2 a 1, em amistoso realizado em 23 de janeiro.

 

Inter 4 x 4 São José

Foi no dia 4 de fevereiro, pelo Gauchão. Após levar 3 a 0, o São José conseguiu diminuir para 3 a 2 ainda no primeiro tempo. E, mesmo depois de tomar o quarto gol, seguiu acreditando até empatar. Naquela noite, Jô, jogador de clubes menores, que chegou a tentar a sorte (sem sucesso) no Inter, fez um golaço de bicicleta e virou manchete Brasil afora. O Galo tem um Jô bem melhor em seu elenco, e que também já passou pelo Colorado. Será que teremos coincidências?

Daquela partida para a noite de quarta-feira, o Inter repetiu os seguintes jogadores: Alisson, Ernando, Aránguiz, D’Alessandro e Sasha.

 

Inter 2 x 2 Cruzeiro (RS)

Há exatamente um mês, o Colorado quase disse adeus ao Gauchão logo no primeiro mata-mata da competição. Já perdendo por 2 a 0, D’Alessandro perdeu um pênalti mal marcado pela arbitragem (lance de bola na mão). Em mais uma penalidade idêntica – pelo menos o árbitro manteve o critério – Lisandro López descontou. O atleta do Cruzeiro foi expulso pela suposta infração.

Aí tudo ficou mais fácil. Após cobrança de escanteio de D’Alessandro, Rodrigo Dourado desviou e Lisandro López deixou tudo igual. Nos pênaltis, o Colorado – já habituado às cobranças – venceu por 3 a 1.

Daquela partida para a noite dessa quarta-feira, o Inter repetiu dez nomes: Alisson, William, Ernando, Juan, Rodrigo Dourado, Jorge Henrique, D'Alessandro, Valdívia, Eduardo Sasha e Lisandro López.

 

Quase

Pela Libertadores, torneio no qual o Inter entra, obviamente, bem mais focado neste primeiro semestre, quem mais chegou perto de fazer o que o Atlético precisa foi o Emelec, no dia 4 de março. Os equatorianos foram para o intervalo vencendo por 2 a 1, de virada. Alex empatou aos 14min do segundo tempo e Réver revirou aos 36min, para alívio do torcedor.

Em resumo, os mineiros precisam se espelhar em dois times gaúchos se quiserem chegar às quartas de finais da Libertadores 2015.



 Escrito por Richard Dettenborn às 00h38 [] [envie esta mensagem]






Tendências


O que esperar de Barcelona x Bayern

Depois de analisarmos o que pode acontecer no duelo de terça-feira, entre Juventus e Real Madrid, chegou a hora daquele que deve ser o grande confronto destas semifinais. Com cinco títulos da Liga dos Campeões, o Bayern encara o Barcelona e seus quatro troféus na bagagem. Será o embate do criador (Guardiola) contra a criatura (este Barça que valoriza a posse da bola).

 

Ataques afiados

Uma chuva de gols. É isto que se pode esperar quando estão frente a frente os dois melhores ataques dentre os quatro semifinalistas. O Bayern já balançou as redes adversárias em 30 oportunidades e é o líder do torneio pela média de gols e número absoluto. O Barça anotou 23 gols – o quarto melhor ataque até o momento, pela média. Então, esta semifinal tem tudo para chegar aos 4 a 3, 4 a 4, 5 a 4 na soma dos dois confrontos. 

E de que maneira as redes serão balançadas? O time espanhol faz mais gols de pé esquerdo do que o alemão (7 a 2), enquanto o representante de Munique tem o forte no pé direito (21 a 13) e no cabeceio (7 a 3). Dentro da área, foram 24 gols do Bayern e 21 do Barcelona. De fora, está 6 a 2 para a equipe de Guardiola, que também leva vantagem nos gols de pênalti: 4 a 0.

A artilharia bávara é bem democrática. Foram 6 gols para Thomas Müller, 5 para Lewandowski, 4 para Mario Götze, 3 para Ribéry e 3 para o zagueiro Boateng. A melhor média é de Müller: 0,75 gol por partida.

No Barcelona, o trio de ataque não deixa muitas sobras para os companheiros. Messi balançou as redes 8 vezes, Luis Suárez 6 e Neymar 6. A melhor média é de Suárez, que tem 0,86 gol por jogo. Nenhum outro atleta do plantel azul-grená marcou mais do que um gol na Liga dos Campeões 2014/15.

Messi, além de artilheiro do time, divide a liderança da tabela de assistências da competição, ao lado de Iniesta, com 4 passes para gol. Thomas Müller vem por perto, com 3 assistências na Liga.

 

Bayern na enfermaria

Este tópico é exclusivo do clube alemão, porque o Barcelona não tem problemas de lesão para o jogo de ida das semifinais. Bem diferente do Bayern, que tem jogadores fundamentais no departamento médico.

É o caso do lateral-esquerdo Alaba, com uma lesão no joelho. Sem ele, Bernat, um espanhol de apenas 22 anos de idade, vem dando conta do recado. Na zaga, Badstuber está fora, lesionado na coxa logo após roubar a posição de Dante, o “perigo constante”. Com isto, Guardiola terá que torcer para que o brasileiro não tenha panes mentais e técnicas como as que ajudaram a Alemanha na última Copa do Mundo ou o Porto, nos 3 x 1 que o Bayern levou no jogo de ida das quartas de final. Outras opções seriam escalar o zagueiro marroquino Benatia ou improvisar o volante Javi Martínez – esta última alternativa já bastante usada por Guardiola em outros momentos.

Porém, o desfalque maior é, sem dúvida, Arjen Robben, o craque do último Mundial de futebol no Brasil. Veloz, habilidoso, preciso nos chutes de média distância e experiente, o holandês está com uma lesão na panturrilha e não tem substituto à altura na equipe, até porque Mario Götze não deixou de ser uma promessa desde o dia em que se mudou de Dortmund para Munique.

Robben, que estava sem jogar desde 22 de março devido a uma contusão abdominal, acabou por sentir uma lesão diferente, na semana passada, pela semifinal da Taça da Alemanha, contra o Borussia Dortmund, depois de apenas 16 minutos em campo. Ele só deve retornar na próxima temporada.

Lewandowski jogou todas as dez partidas do Bayern nesta Liga e, agora que a competição está pegando fogo, virou dúvida. Ele fraturou o maxilar superior e o osso nasal na partida contra o Borussia, na qual o Bayern foi eliminado da Copa da Alemanha nos pênaltis, em Munique. Não se sabe o período em que estará ausente.

Robben e Lawandowski, juntos, foram responsáveis por nada menos que 42 gols nesta temporada, somando-se todas as competições disputadas pelo clube de Munique.

O consolo de Guardiola é que a enfermaria já esteve mais lotada. Pelo menos Ribéry passou da condição de “vetado” para “dúvida”. Schweinsteiger e Javi Martínez recuperaram-se recentemente e devem compor o banco de reservas.


Histórico

Para o bem do aspecto psicológico do Barcelona, é melhor ninguém lembrar aos jogadores como foi o último duelo contra o Bayern pelas semifinais da Liga dos Campeões, na edição 2012/13. A bem da verdade, não foi um duelo, foi um passeio alemão que resultou em 7 a 0 no placar agregado – quatro em Munique e três em Barcelona. Como há um oceano e milhares de quilômetros entre a Baía de Todos os Santos e o Camp Nou, podemos discorrer mais um pouquinho, sem que os azuis-grenás nos ouçam.

Na partida de ida, Robben, Mario Gomez e Müller (duas vezes) marcaram os gols da equipe então comandada por Jupp Heynckes. “O Barcelona dominou a Europa nos últimos cinco anos. Podemos estar muito orgulhosos com este resultado”, bradava Robben, após o último silvo do apito.

O holandês mal sabia que tinha mais pela frente. Ele e Müller fizeram gols no jogo de volta, permitindo ao Bayern somar um resultado total que tornou-se um recorde nas semifinais. “Quando outra equipe é tão melhor do que a nossa, não há muito a dizer a não ser felicitar o adversário”, disse Gerard Piqué, que marcou um gol contra nesta partida.

Os dois clubes participaram das últimas cinco edições da Liga dos Campeões. Os alemães chegaram às finais de 2009/10, 2011/12 e 2012/13. Só levantaram a taça nesta última. Em 2013/14, caíram nas semifinais, e em 2010/2011 foram eliminados nas oitavas. Caso chegue à final, será o jogo número 300 do Bayern na história da Liga.

O Barcelona caiu três vezes nas semifinais nos últimos cinco anos. Aconteceu em 2009/10, 2011/12 e 2012/13. O título veio em 2010/11, sob o comando de Guardiola. Na última edição, a equipe de Messi foi eliminada nas quartas. Na história da Liga, o Barça acumula 265 partidas, 154 vitórias, 61 empates e 50 derrotas.


Favorito

Tudo pode acontecer quando duas equipes com o calibre de Bayern e Barcelona se encontram, mas não vamos nos omitir. Em virtude dos desfalques importantíssimos e da campanha irregular do time alemão, o favorito para avançar à final é o Barcelona, que chega inteiro e – mais importante – em ascensão na temporada. A equipe de Luís Henrique cresceu no momento certo, e o mérito vai pra ele.

Os números também estão ao lado do Barça, que tem nove vitórias e uma derrota, nos dez jogos que fez até aqui na competição. É a melhor campanha desta edição da Liga, à frente do Real Madrid (oito vitórias, um empate e uma derrota), do Bayern (sete vitórias, um empate e duas derrotas) e da Juventus (seis vitórias, dois empates e duas derrotas).

Mais um dado que está a favor dos espanhóis é o desempenho jogo a jogo. A campanha do time de Munique é de muitos altos e baixos. Após um começo contundente, com quatro vitórias seguidas, a equipe não conseguiu repetir dois resultados iguais: perdeu o quinto jogo, depois venceu, empatou, venceu, perdeu e venceu. Bem diferente do Barcelona, que perdeu apenas o segundo jogo do torneio. De resto, são nove vitórias, oito delas em sequência.



 Escrito por Richard Dettenborn às 10h09 [] [envie esta mensagem]






Tendências


O que esperar de Juventus x Real Madrid

Na próxima terça e quarta-feira teremos as semifinais da Liga dos Campeões 2014/2015. Primeiro, duelam Juventus e Real Madrid, em Turim (ITA). No dia seguinte, será a vez do Barcelona receber o Bayern de Munique. O espectador pode esperar grandes confrontos, seja pelo componente emocional e tático – mais presentes no jogo da terça-feira –, seja pela técnica, genialidade e gols – o que deve temperar a partida do dia seguinte.

A Grande Área analisa agora o confronto da terça. E não fica em cima do muro na hora de apontar seu favorito para estar na grande final, em Berlim.


Poucos gols

Se tem Juventus em campo, a tendência é de placar em branco. Pelo menos é o que diz a estatística do time de Turim, com seus econômicos 13 gols marcados em 10 jogos. A média de 1,3 gol por partida é apenas a 17ª da atual Liga dos Campeões. Se faz pouco na frente, também é verdade que seu sistema defensivo é eficiente, como dita a tradição italiana. O esquema 5-3-2 de Massimiliano Allegri deixou passar apenas 5 gols adversários, resultando no melhor desempenho defensivo da Liga, ao lado de Monaco e Atlético de Madrid.

O Real Madrid, atual campeão da Liga, tem um ataque mais eficaz, com média de 2,2 gols por partida (6ª melhor até o momento), além de um Cristiano Ronaldo faminto pela artilharia. O português tem oito gols, mesmo número de Messi e um a menos que o artilheiro até aqui: Luiz Adriano, do eliminado Shakhtar.

O técnico Carlo Ancelotti não descuida da defesa, que tem média de 0,6 gol sofrido por confronto (4ª melhor da competição). Méritos para a grande fase dos zagueiros Varane, Pepe e Sergio Ramos. O mesmo, porém, não se pode dizer dos laterais Marcelo e Arbeloa, que alternam bons e maus momentos.

 

Peso dos desfalques

Se já não é lá um time para se admirar, a Juventus fica ainda mais limitada sem um de seus principais astros. O meio-campista francês Pogba segue fora da equipe, tratando de lesão muscular na coxa. Para complicar ainda mais a vida do técnico Allegri, o chileno Vidal, um operário do meio de campo da “Velha Senhora”, é dúvida para este jogo de ida.

O Real também tem desfalques importantes. O atacante francês Benzema está fora (lesão no joelho) e o mexicano Chicharito Hernández entra em seu lugar. Seria uma grande perda, não fosse o futebol surpreendente demonstrado por Hernández durante a ausência do titular.

Mais complicado será substituir outro com lesão no joelho, Luka Modric. Por atuar fora de casa, Ancelotti deve apostar novamente na improvisação do zagueiro Sergio Ramos como segundo volante pelo lado direito, deixando o time mais forte no desarme – Pepe e Varane fariam a dupla de zaga. Ancelotti já fez isto na partida de volta das quartas, contra o Atlético de Madrid, e deu certo.

Bale também é dúvida, com lesão na panturrilha. Se ele não puder jogar, ou se atuar sem plenas condições, o Real Madrid perde poder de contra-ataque justamente em uma partida em que as oportunidades para este tipo de ação devem aparecer. O substituto natural é o habilidoso meia Isco, mais cerebral e bem menos veloz. Ele entraria na meia esquerda, passando James Rodríguez para a posição de Bale, no flanco direito.

 

Histórico

Em maio de 2003, as duas equipes se enfrentaram pelas semifinais da Liga dos Campeões. Jogando em casa, o Real Madrid de Roberto Carlos, Zidane, Figo, Ronaldo e do treinador por Vicente del Bosque, superou a Juventus por 2 x 1. Os gols do time da casa foram de Ronaldo e Roberto Carlos.

Na volta, o clube italiano, que tinha Del Piero, Nedved, Trezeguet, Davids e Thuram, treinados por Marcello Lippi, chegou a abrir 3 a 0. Os gols foram marcados por Del Piero, Nedved e Trezeguet. No fim, Zidane ainda descontou, mas não evitou a eliminação dos “merengues”. Daquele confronto, permaneceram apenas os dois goleiros, Buffon e Casillas.

Para se ter uma ideia da mudança dos tempos, o hoje debilitado futebol italiano colocou três semifinalistas naquela edição: o campeão Milan, a vice Juventus, e a Internazionale. Pirlo e Carlo Ancelotti têm boas recordações daquela edição, pois conquistaram a taça com o Milan, ao lado de nomes como Dida, Rivaldo, Seedorf, Maldini e Shevchenko.

Favorito

Na soma dos dois confrontos, o Real Madrid deve passar sem maiores dificuldades por esta Juventus que é zebra até no uniforme e foi longe demais na competição. Os espanhóis têm zagueiros que marcam muito bem e sabem sair jogando, enquanto os beques italianos chutam para onde estão virados.

O ataque de Madrid, formado por Cristiano Ronaldo, Chicharito e Bale, é bem superior (até na quantidade) a Morata e Tévez, o que não quer dizer que o argentino (que já tem seis gols na Liga) não possa desequilibrar em uma jogada individual. Nos demais setores, há certo equilíbrio, até porque Modric está fora, e Vidal deve jogar. A exceção fica no quesito goleiros, pois Buffon leva vantagem sobre o inconstante Casillas.

À Juventus, resta tentar um gol de falta de Pirlo ou uma jogada de escanteio com os zagueiros no cabeceio, abrir vantagem no placar, e depois se defender até com o presidente do clube dentro da área defensiva.



 Escrito por Richard Dettenborn às 16h43 [] [envie esta mensagem]






Liga dos Campeões


Seleção da rodada

Na imagem abaixo está a seleção da rodada da Liga dos Campeões da Europa. Os jogos, disputados nessa terça (21) e quarta-feira (22) valeram pelas quartas de final, confrontos de volta.

Não tinha como ser diferente. A seleção da rodada é amplamente dominada pelo Bayern de Munique, que atropelou o Porto, na Alemanha, revertendo placar adverso de dois gols de diferença pela primeira vez na sua história em mata-matas da principal competição europeia. E reverteu com folga: 6 a 1.

O Real Madrid conseguiu superar os rivais do Atlético de Madrid no apagar das luzes do Santiago Bernabéu, em grande atuação do reserva Chicharito Hernández, um herói improvável, que vinha tendo pouco espaço na temporada e que só atuou porque o titular, Benzema, estava lesionado. Ao ser substituído, ovacionado pela torcida, o atacante não segurou o choro, amparado pelo goleiro reserva, Keylor Navas.

Prejudicado por lesões e suspensões, o técnico do Real, Carlo Ancelotti, precisou montar um quebra-cabeça para armar sua equipe. A maior surpresa foi a escolha do zagueiro Sergio Ramos para a vaga de Luka Modric no meio de campo, deixando no banco o brasileiro Lucas Silva, o alemão Khedira e o espanhol Ilarramendi. O mais inusitado é que Ramos não foi para a função de primeiro volante. Kroos manteve esta posição no time.

Como a opção pelo zagueiro improvisado deu muito certo, assim como o comportamento do restante da equipe, Ancelotti ficou com o troféu simbólico de treinador da rodada.

A menção desonrosa vai para o melhor técnico das partidas de ida. O comandante do Porto, Julen Lopetegui, montou um time indeciso entre ataque e defesa para encarar o Bayern. Resultado: não fez nem uma coisa, nem outra, e voltou para Portugal com uma sacola de gols na bagagem.

 

Na próxima fase, teremos um grande duelo entre Barcelona e Bayern de Munique, enquanto o Real Madrid, atual campeão, pega a Juventus. Os “merengues” da capital espanhola são favoritos.




 Escrito por Richard Dettenborn às 22h47 [] [envie esta mensagem]






Análise de desempenho


Corinthians 0 x 0 San Lorenzo

No infográfico a seguir você vê a disposição tática, principais informações e as avaliações dos jogadores que disputaram a partida entre Corinthians e San Lorenzo, em São Paulo, nessa quinta-feira (17) à noite.

Para as duas equipes, foi a penúltima partida da fase de grupos. Os argentinos precisam vencer seu próximo compromisso e torcer por um tropeço do São Paulo contra o Corinthians. O time de Tite já está classificado em primeiro lugar do grupo 2.




 Escrito por Richard Dettenborn às 17h23 [] [envie esta mensagem]






Liga dos Campeões


Seleção da rodada

Na imagem abaixo está a seleção da rodada da Liga dos Campeões da Europa. Os jogos, disputados na terça (14) e quarta-feira (15) valeram pelas quartas de final, confrontos de ida. As voltas estão marcadas para os dias 21 e 22 de abril.

Os duelos mais emocionantes e com mais gols aconteceram na quarta-feira. A surpresa foi o Porto, que não se intimidou com o tiki taka e posse de bola (68% a 32%) do Bayern de Guardiola e sapecou 3 a 1, sem que seu goleiro precisasse fazer uma defasa salvadora. Destaque para as falhas grotescas da zaga alemã, com Dante e Boateng entregando dois gols de bandeja. E para o técnico do Porto, Julen Lopetegui, que armou uma equipe audaciosa e muito bem organizada taticamente. Por isto, o espanhol é o treinador da rodada.

Na outra partida, mais quatro gols e classificação encaminhada para o Barcelona contra um apático Paris Saint-Germain – parecia que os espanhóis eram os mandantes. Suárez foi o nome do jogo, com dois golaços após driblar David Luiz, fazendo a bola passar entre suas pernas em ambos. No primeiro gol do uruguaio, ele também superou os brasileiros Marquinhos e Maxwell.

Nesta partida, Thiago Silva lesionou-se ao furar em bola amadoramente, tentou permanecer em campo, e foi neste momento que o Barcelona abriu o placar, com Neymar, justamente pelo setor de marcação de Thiago. Na origem do lance, Marquinhos tentou sair para o ataque, seu time perdeu a posse de bola e ele foi pego fora de posição. Para completar a falha geral verde e amarela, Maxwell estava recuado demais e tirou o impedimento de Neymar.

Logo após sofrer 1 a 0, Thiago Silva deixou o campo mancando. David Luiz sequer tinha completado o aquecimento, e o PSG ficou quase 3min com um atleta a menos. Este erro vai para a conta de Laurent Blanc, o pior técnico desta rodada, empatado com Guardiola, que fez as piores mudanças possíveis no Bayern – acredite se quiser, mas Boateng, o pior em campo, terminou a partida improvisado como volante, perdido no meio de campo.

Outro a deixar o campo lesionado no jogo de Paris foi o meia Iniesta. Ele sofreu uma entrada dura pelas costas, semelhante à que tirou Neymar do restante da Copa do Mundo, mas passa bem e deve atuar no confronto da volta, na próxima semana.

 

Os melhores




 Escrito por Richard Dettenborn às 21h34 [] [envie esta mensagem]






Barcelona


Empate e turbulência

O Barcelona começou o confronto contra o Sevilla, fora de casa, neste sábado à tarde, com o pé no acelerador. Marcou forte no campo do adversário, trocou passes com objetividade e anotou dois gols até os 32min do primeiro tempo. Mesmo contra uma equipe que ainda não fora batida em casa no Campeonato Espanhol 2014/2015, o Barcelona era protagonista. E o protagonista do protagonista era o brasileiro Neymar, com uma assistência para Messi e um golaço de falta.

Acontece que o Sevilla, que vinha tendo uma postura excessivamente defensiva em relação ao seu padrão, marcando com duas linhas de quatro e recuando demais os dois atacantes para ajudar no combate, resolveu jogar, ainda na primeira etapa. O time da casa conseguiu superar a marcação adiantada do Barcelona e passou a pressionar a linha defensiva adversária. O gol não demorou; saiu aos 39min.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o time de Messi e companhia, então, passou a levar perigo nos contra-ataques, mas Luís Suárez não conseguiu acertar o último passe e a pontaria na finalização, em duas oportunidades que poderiam ampliar a vantagem e levar tranquilidade para o intervalo.

Suárez não ficou devendo apenas nos 45 minutos iniciais. Durante a partida toda, ele foi superado pelos defensores e, quando conseguia um arremate, errava. No segundo tempo, o uruguaio teve poucas chances, apareceu ainda menos e sucumbiu juntamente com o time do Barcelona. Foi o pior em campo.


O grande erro

Quando o Barça estava encurralado por um Sevilla cada vez mais dinâmico, no segundo tempo, o técnico Luís Henrique tratou de dar mais consistência ao meio de campo. Preparou a entrada de Xavi. Neymar seguia como o mais perigoso atleta dos catalães, mas o treinador do Barcelona não viu assim e sacou o brasileiro do time, para surpresa e irritação de Neymar. Dez minutos mais tarde, o time da casa empatou o jogo, e Luís Henrique desfez a mudança tática anterior, ao colocar Pedro no lugar de Iniesta.

Deu tudo errado para o treinador, graças aos seus próprios atos. Manter Suárez e tirar Neymar, o jogador que participava das principais ações ofensivas – que estava melhor, até, do que Messi –, foi uma péssima decisão, por mais que o técnico venha com argumentações táticas. Para preservar o brasileiro é que não foi, pois Neymar sequer atuou na última partida dos catalães.

O placar de 2 a 2, antes do confronto começar, poderia ser considerado um bom resultado, pela força do Sevilla em casa e por sua posição na tabela. No entanto, do jeito que as coisas aconteceram, foi muito prejudicial ao Barcelona, que teve a partida nas mãos, deixou escapar dois pontos preciosos, viu o Real Madrid encostar na classificação (75 pontos a 73) e terá que administrar, mais uma vez, a insatisfação de um dos astros do elenco. Tudo isto às vésperas do principal duelo da temporada até aqui, contra o Paris Saint-Germain, no meio da próxima semana, pela Liga dos Campeões.

 

Análise de desempenho




 Escrito por Richard Dettenborn às 19h02 [] [envie esta mensagem]




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